Abelardo de la Espriella conquistou a presidência da Colômbia ao obter 49,66% dos votos no segundo turno realizado no dia 21 de agosto, superando Iván Cepeda, do Pacto Histórico, que obteve 48,70%. A diferença entre os candidatos foi de cerca de 250 mil votos, com 99,99% das urnas já apuradas. O escrutínio formal das eleições, que é conduzido por juízes da República, estava programado para o dia 22 de agosto.
O governo de Gustavo Petro, que se tornou o primeiro presidente de esquerda da Colômbia entre 2022 e 2026, enfrentou críticas relacionadas à escalada da violência em áreas dominadas por grupos armados, ao aumento da produção de cocaína e à instabilidade fiscal. Iván Cepeda, que buscou distanciar-se das críticas ao governo durante a campanha, não conseguiu dissociar sua imagem do desgaste político acumulado.
A vitória de Espriella foi amplamente celebrada por líderes de direita na América Latina. O presidente argentino Javier Milei expressou suas congratulações, afirmando que a maioria dos colombianos optou por um caminho de liberdade econômica e segurança. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também reconheceu a vitória de Espriella durante a apuração. Donald Trump, por sua vez, havia manifestado apoio ao candidato em publicações nas redes sociais entre os turnos das eleições.
A derrota do Pacto Histórico representa um isolamento para os governos de esquerda na América do Sul, onde nações como Argentina, Paraguai e Uruguai estão sob administrações de direita ou centro-direita. Os aliados mais próximos de Petro na região permanecem sendo Venezuela, Cuba e Nicarágua. Para o governo Lula, essa mudança é mais uma perda de um parceiro significativo na América Latina, e a relação entre Brasília e Bogotá já se tornou um tema relevante no Planalto. Espriella, em declarações anteriores, indicou a intenção de romper laços com países que não respeitam a liberdade e o Estado de Direito.
A posse de Abelardo de la Espriella está marcada para 7 de agosto de 2026. O economista José Manuel Restrepo, ex-ministro da Fazenda, assumirá como vice-presidente, sendo visto pelo mercado financeiro como um garantidor técnico para a agenda econômica do novo governo. As informações sobre a equipe de governo ainda não foram divulgadas. Ao deixar o cargo, Petro terá enfrentado um mandato marcado por uma produção recorde de cocaína, o fortalecimento de grupos armados e um crescimento econômico abaixo do potencial esperado.

