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Abrigo encerra visitas dos pais após decisão judicial e crianças são entregues aos avós maternos

Menino de quatro anos e bebê de dois deixam abrigo em Arroio Grande (RS) e passam a viver com avós após medida judicial. Advogado acusa abusos estatais e familiares alegam discordância com a guarda.

Dois filhos de uma família em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul, saíram do abrigo onde permaneceram desde 18 de novembro de 2025. O menino de quatro anos e a bebê de dois meses foram entregues aos avós paternos, conforme determinação judicial, sem consentimento dos pais.

Os pais, que estão impedidos de se aproximar das crianças, alegam discordância com a guarda dos avós e planejam recorrer. O advogado Rodrigo Martins Soares, responsável pela defesa legal até se afastar por motivos pessoais, afirmou que os avós maternos iniciaram a ação judicial que levou à separação da família.

Durante a última visita assistida no dia 30 de janeiro, aniversário da filha mais nova, um desentendimento acabou proibindo os encontros. A equipe do abrigo alegou comportamento inadequado dos pais, que questionaram a interrupção e adotaram conduta verbal ofensiva após a visita ser encerrada cinco minutos antes do previsto.

A decisão judicial foi baseada em relatos de abusos e na preocupação com a integridade emocional das crianças. No entanto, não há registro de resistência ou alteração de comportamento delas durante o processo de retirada, que agora segue com os avós em Canguçu (RS), a cerca de três horas do local onde moravam originalmente.

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