Uma ação judicial da advogada são-paulina Amanda Nunes, de 25 anos, pode ter colocado fim a gestão de Júlio Casares como presidente do São Paulo. Ela foi responsável por entrar na Justiça contra mudanças no sistema de apuração da sessão do Conselho Deliberativo que votará o impeachment do presidente do clube, na próxima sexta-feira (16), no Morumbis.
De acordo com as regras apresentadas pelo presidente do Conselho Deliberativo e aliado de Casares, Olten Ayres de Abreu, a votação teria que ser feita 100% de forma presencial e, para aprovação do afastamento, seriam necessários 191 dos 254 conselheiros, cerca de 75% do total.
A defesa de Casares apresentou, ontem, um pedido de anulação da liminar no Tribunal de Justiça que foi indeferido pela juiza Mônica Rodrigues Dias de Carvalho. Com o esgotamento dos recursos e isolado politicamente, de acordo com jornalistas especializados na cobertura do quadro social do São Paulo, o mandatário Tricolor pode renunciar ao cargo antes da votação para evitar o processo de impeachment.
Amanda Nunes é defensora da causa de Pessoas com Deficiência (PcD) e uma das representantes de um grupo de oposição chamado Frente Democrática em Defesa do São Paulo Futebol Clube, que reúne torcedores comuns, sócios-torcedores, sócios e conselheiros do clube.


