Na última segunda-feira (3), um conjunto de 25 estados americanos, todos governados pelo Partido Democrata, ajuizou uma ação judicial com o objetivo de barrar as novas tarifas de importação anunciadas pelo presidente Donald Trump, do Partido Republicano. O processo foi protocolado na Corte de Comércio Internacional, localizada em Nova York.
Os estados alegam que Trump ultrapassou os limites de sua autoridade ao estabelecer tarifas sobre produtos importados de aproximadamente 60 países, incluindo Brasil e União Europeia. Essa ofensiva ocorre após o governo dos Estados Unidos ter anunciado, em 24 de julho, novas alíquotas de 10% e 12,5% sobre mercadorias estrangeiras.
A Casa Branca defendeu essa medida afirmando que os países afetados não estão tomando as providências necessárias para impedir a exportação de produtos fabricados com trabalho forçado. No entanto, os estados argumentam que essa justificativa não é suficiente para a implementação de tarifas tão amplas e generalizadas.
Os representantes dos estados também afirmam que a nova política tarifária prejudica tanto consumidores quanto empresas americanas, sem abordar efetivamente o problema alegado pelo governo. O procurador-geral de Oregon, Dan Rayfield, criticou abertamente a estratégia tarifária de Trump, ressaltando que as tarifas ilegais estão impactando diretamente as famílias e empresas do estado.
Rayfield declarou: “Mesmo depois de perder na Justiça em todas as etapas, Trump tenta mais uma vez provocar instabilidade para as famílias trabalhadoras e para as empresas de Oregon. Quem está pagando o preço dessas tarifas ilegais somos nós, e não os governos estrangeiros.”
Essa nova ação se soma a outras iniciativas já apresentadas por pequenas empresas nos Estados Unidos, que também questionam a legalidade das tarifas impostas. Em decisões anteriores, tribunais já consideraram ilegais algumas das medidas comerciais adotadas por Trump durante seu segundo mandato, mas o governo continuou a ampliar a taxação sobre as importações.

