Com a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, cresce a expectativa sobre quais setores da economia brasileira devem se beneficiar da abertura gradual do mercado europeu. Especialistas apontam o agronegócio como principal ganhador no curto prazo, mas destacam oportunidades relevantes também para a indústria, energia e cadeias menos expostas ao comércio com a Europa.
O agronegócio brasileiro deve capturar os primeiros e mais visíveis ganhos do acordo, com produtos como carnes bovina e de frango, açúcar, café, frutas, etanol, suco de laranja, óleos e gorduras vegetais aparecendo como os mais bem posicionados para ampliar presença no mercado europeu.
Além do agro, o acordo abre espaço para ganhos industriais, especialmente no setor químico brasileiro, que é integrado às cadeias globais. A harmonização de regras e a redução de exigências regulatórias podem estimular o comércio tanto quanto a redução tarifária.
O acordo também prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores e geradores de energia elétrica, motores de pistão usados em autopeças e aeronaves, além de oportunidades para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas.


