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Aditamento de juristas questiona lentidão em impeachment de Alexandre de Moraes

Juristas solicitam ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que avance no processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, alegando a violação de direitos constitucionais e a inércia do Senado em registrar a petição.

Nesta terça-feira, 12, os juristas Michael Robert Silva Pinheiro e Paulo César Rodrigues de Faria apresentaram um aditamento a uma petição já enviada ao Senado Federal, solicitando que o senador Davi Alcolumbre, atual presidente da Casa, tome providências em relação ao processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os juristas alegam que o Senado não está cumprindo sua obrigação legal ao não dar seguimento ao processo de impeachment de Moraes. O pedido original foi protocolado em julho de 2025 e, desde então, recebeu três aditamentos, totalizando mais de 750 páginas. Apesar disso, afirmam que, após dez meses, o processo ainda não foi formalmente registrado como petição pública no sistema do Senado.

A falta de registro, conforme os advogados, infringe direitos constitucionais fundamentais, como o direito de petição e o princípio da legalidade. Eles destacam que há diversos pedidos de impeachment de ministros do STF e do procurador-geral da República que, desde 2021, permanecem sem tramitação no Senado.

Os juristas afirmam que, ao receber formalmente uma denúncia contra um ministro do STF, a Mesa do Senado deve proceder com a leitura do pedido na sessão seguinte e encaminhá-lo a uma comissão especial. Para eles, o presidente do Senado não possui autoridade para impedir o andamento do pedido de impeachment.

Os crimes atribuídos a Moraes, segundo os advogados, estão descritos no artigo 39 da Lei 1.079/1950, que trata sobre o impeachment. Os juristas mencionam especificamente: proferir julgamento quando, por lei, é considerado suspeito; exercer atividades político-partidárias; e agir de maneira incompatível com a honra e a dignidade das funções que ocupa.

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