O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble nos Estados Unidos, manifestou-se sobre a decisão do governo Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. Em uma publicação na rede X, De Luca destacou que esses grupos brasileiros deixaram de ser um problema restrito à segurança pública no país e passaram a ser considerados uma ameaça de escala internacional.
De Luca ressaltou que o PCC atua como uma "plataforma transnacional de logística de cocaína", mencionando que a facção opera em quase 30 países, mantendo conexões diretas com produtores de cocaína na Colômbia, Peru e Bolívia. Para embasar sua análise, o advogado citou estudos do International Institute for Strategic Studies (IISS) e reportagens do The Wall Street Journal.
Em relação ao Comando Vermelho, De Luca afirmou que a facção expandiu suas operações para oito países na América do Sul, controlando rotas estratégicas do tráfico internacional. Ele observou que o CV atua em regiões de fronteira na Amazônia, especialmente entre Brasil, Peru e Colômbia.
O advogado comentou sobre a natureza das ações do PCC e CV, afirmando que o problema não reside na publicação de manifestos ideológicos, mas nas atividades que realizam. De acordo com ele, essas facções controlam territórios, intimidam civis, gerenciam redes prisionais e corrompem instituições em níveis elevados.
O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas estrangeiras, com a medida prevista para entrar em vigor em 5 de junho. O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou a decisão, que gerou reações no Brasil.
Integrantes do Governo Lula manifestaram oposição à classificação, argumentando que as facções atuam motivadas por interesses econômicos, o que distanciaria suas ações da caracterização de terrorismo. O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, afirmou que a equiparação entre crime organizado e terrorismo "não ajuda" no combate a essas organizações criminosas.

