Uma viagem internacional que deveria representar descanso acabou marcando o início de uma longa e desafiadora jornada para uma agricultora. O episódio, ocorrido em 2012, mudou não apenas sua saúde, mas também sua forma de enxergar o trabalho no campo e o equilíbrio entre vida profissional e familiar.
Responsável pela gestão de uma pequena propriedade de aproximadamente 65 acres, a agricultora provavelmente contraiu a febre Q, uma infecção bacteriana associada a animais de fazenda, durante uma viagem à Austrália Ocidental. Ao retornar ao Reino Unido, ela passou a apresentar sintomas intensos e persistentes.
O quadro clínico, no entanto, confundiu os médicos por um longo período, levando a sucessivas consultas sem uma resposta definitiva. Doenças com manifestações semelhantes, como a doença de Lyme, chegaram a ser investigadas, mas os exames não confirmaram essa hipótese. O diagnóstico correto só foi estabelecido cerca de 18 meses depois, período em que sua condição física se deteriorou significativamente.
Com o avanço da doença, a agricultora passou a enfrentar fadiga extrema e limitações físicas severas, chegando a permanecer até 18 horas por dia na cama. Os profissionais de saúde apontaram encefalomielite miálgica (ME) como explicação para os sintomas, mas a ausência de tratamentos eficazes agravou a sensação de incerteza.

