Integrantes da equipe econômica do governo veem o fim da escala 6×1 como uma pauta madura para ser aprovada no Congresso neste primeiro semestre, impulsionada pelo cenário eleitoral. A preocupação é qual texto será produzido.
A ideia é que a pauta já tem aderência com a centro-esquerda e estaria crescendo na direita também, o que reduziria a força do lobby contrário no Legislativo. Além disso, o ano eleitoral pressiona os parlamentares, e o presidente da Câmara precisaria de uma pauta positiva para marcar sua gestão.
O argumento governista encontrou base no estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que avaliou que o impacto da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é similar ao de recorrente aumentos no salário mínimo. A maioria das empresas conseguiria absorver o impacto da mudança.
Na equipe econômica, há a análise de que será necessário colocar um período de transição para a redução de jornada, respeitando impactos maiores para certos setores e empresas de tamanhos diferentes. Empresas maiores teriam mais condições de absorver os efeitos da alteração.

