O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não afetará a competitividade do Brasil. Ele destacou que, como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil permanecerá em igualdade de condições no mercado norte-americano.
Alckmin fez a declaração após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais tarifas anteriores impostas por Trump. A Corte determinou que a criação de tarifas é uma prerrogativa do Congresso, não do Executivo. O julgamento anulou parte significativa do tarifaço, que incluía alíquotas de 10% e sobretaxas adicionais sobre produtos brasileiros.
O vice-presidente ressaltou que a nova tarifa abre oportunidades para aumentar as trocas comerciais. Ele mencionou que, no auge das tarifas, 37% das exportações brasileiras eram afetadas, índice que caiu para 22% após negociações diplomáticas. Alckmin acredita que setores como máquinas, motores, madeira e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.
Entretanto, produtos estratégicos, como aço e alumínio, ainda podem enfrentar desafios devido à Seção 232 da legislação americana, que permite a imposição de tarifas sobre importações que ameacem a economia dos EUA. O ministro reafirmou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial com os Estados Unidos.

