O ex-ministro Aldo Rebelo assumiu a coordenação da articulação política da campanha presidencial de Ronaldo Caiado, candidato do PSD ao Palácio do Planalto. O convite foi feito pelo próprio Caiado e pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, durante uma reunião em São Paulo, realizada na quinta-feira (30).
A campanha de Caiado destacou que a escolha de Rebelo faz parte de uma estratégia para ampliar o diálogo com vários segmentos da sociedade e incorporar profissionais com vasta experiência na formulação de propostas para o país. Em nota, a campanha afirmou que a inclusão de Aldo Rebelo reforça essa abordagem.
No último domingo (26), Rebelo participou da convenção nacional do PSD, onde a candidatura de Caiado à Presidência foi ratificada. Durante o evento, ele enfatizou a necessidade de um projeto nacional focado no desenvolvimento e na soberania, ressaltando a importância de fortalecer a capacidade de planejamento do Estado. "É difícil você governar um país dividido, e eu sei que Caiado tem a capacidade de unir o Brasil em torno do que interessa, que é a volta do crescimento", afirmou.
Natural de Viçosa (AL), Aldo Rebelo é jornalista e escritor, tendo iniciado sua carreira política como deputado federal em 1991. Antes de sua atuação no Legislativo, foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e participou ativamente da campanha pelas Diretas Já. Na Câmara dos Deputados, ele exerceu cinco mandatos consecutivos e presidiu a Casa entre 2005 e 2007, além de ter sido relator do Código Florestal e autor da lei que instituiu o Dia Nacional de Zumbi dos Palmares, celebrado em 20 de novembro.
No Executivo, Rebelo ocupou cargos significativos nos governos do Partido dos Trabalhadores. Ele foi ministro da Coordenação Política no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigiu os ministérios do Esporte, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa durante a administração de Dilma Rousseff.
Nos últimos 40 anos, Rebelo esteve vinculado a diversos partidos, incluindo PSB, PDT e MDB, mas nos últimos tempos se afastou da esquerda, aproximando-se de lideranças da direita, como Jair Bolsonaro (PL).

