O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, em maio de 2025, um recurso apresentado pelo investidor Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital, adversário do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na época, Vorcaro movia ações judiciais contra Timerman e era representado pelo escritório de Viviane Barci, mulher do ministro, que mantinha contrato com o Banco Master.
A sobreposição de relações entre os envolvidos gerou controvérsias sobre a proximidade entre o empresário e diferentes esferas do Judiciário. O nome de Moraes foi mencionado em relatos de trocas de mensagens com Vorcaro no dia da prisão do empresário. Durante esse período, Vorcaro também apresentou uma queixa-crime contra Timerman, alegando calúnia e difamação.
Moraes negou o trancamento do processo no STF, sustentando uma das teses da defesa de Viviane Barci sobre a perseguição. Timerman pedia o arquivamento de uma ação penal relacionada a suposta perseguição a Nelson Tanure nas redes sociais, mas teve seu pedido rejeitado, e o processo seguiu, sem irregularidades identificadas.
A decisão foi unânime na 1ª Turma do STF, com votos de Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Timerman foi condenado a um ano, dez meses e 15 dias de prisão por violação de privacidade, enquanto a queixa-crime de Vorcaro foi rejeitada pela Justiça de São Paulo por falta de justa causa.

