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Alexandre Ramagem provoca diretor da PF após expulsão de delegado nos EUA

O ex-deputado Alexandre Ramagem ironizou o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após a expulsão de um delegado brasileiro nos Estados Unidos, acusado de manipular o sistema de imigração.
Diretor-geral da PF Andrei Augusto — Foto: Diretor-geral da PF Andrei Augusto

O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem fez uma ironia sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após o governo dos Estados Unidos anunciar a expulsão de um delegado brasileiro. O funcionário foi acusado de "manipular o sistema de imigração para contornar pedidos de extradição" e de "prolongar caças às bruxas políticas". A declaração de Ramagem foi feita em uma publicação na rede social X, onde o ex-parlamentar se referiu ao chefe da PF como "Andrei 'single malt Macallan'", em referência a um evento de degustação de whisky Macallan realizado em Londres pelo banqueiro Daniel Vorcaro, que contou com a presença de autoridades brasileiras.

O delegado mencionado por Ramagem é Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como oficial de ligação com o United States Immigration and Customs Enforcement, em Miami, desde agosto de 2023. Em sua postagem, Ramagem aguardou uma "manifestação pública cooperativa" do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em relação ao ocorrido.

A detenção de Ramagem nos Estados Unidos foi confirmada pela Polícia Federal, que informou que a prisão ocorreu em um contexto de cooperação internacional com as autoridades americanas. A PF comunicou que um brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal foi preso em Orlando, Flórida, pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). O indivíduo é considerado foragido da Justiça brasileira, enfrentando acusações de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.

A liberação de Ramagem, que ocorreu dois dias após sua prisão, levantou questionamentos sobre a versão inicialmente apresentada pela corporação. No dia seguinte à soltura, a PF se reuniu com autoridades dos EUA para discutir as circunstâncias do ocorrido. Após o episódio, aliados de Ramagem passaram a sugerir que houve uma tentativa de utilizar o sistema migratório americano para evitar um possível pedido formal de extradição.

Em resposta à situação, na segunda-feira (20), o Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos divulgou uma nota. O comunicado afirmava que "nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA". Além disso, a embaixada americana no Brasil solicitou que o funcionário brasileiro relevante deixasse o país por conta de suas ações.

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