O preço do boi gordo no Brasil atravessa um momento de alta, impulsionado pela valorização da arroba e pela elevação nos preços da carne no atacado. A oferta reduzida de animais terminados e a demanda internacional aquecida têm gerado forte concorrência por boiada pronta, refletindo em aumentos significativos nos preços em várias regiões do país.
Recentes levantamentos indicam que, em São Paulo, as negociações para o chamado “boi-China” já se aproximam de R$ 360/@. O mercado atacadista também responde a essa situação, com importantes reajustes nos cortes de carne devido à escassez de disponibilidade e dificuldades de reposição enfrentadas pelas indústrias frigoríficas.
A baixa oferta de animais terminados, descrita como “oferta anêmica”, é um dos principais fatores que sustentam a valorização. Atualmente, as escalas de abate variam entre cinco e sete dias úteis, um período considerado curto, que aumenta o poder de negociação dos pecuaristas.
As boas condições de pastagem têm permitido que os produtores retenham os animais, vendendo apenas quando os preços são mais favoráveis. Além disso, as exportações de carne bovina, especialmente para a China, continuam firmes e são cruciais para manter os preços elevados no mercado interno. Em março, o Brasil exportou mais de 167 mil toneladas de carne, com faturamento próximo de US$ 966 milhões.

