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Análise da conduta de procurador-geral do MPF sobre o Caso Master ocorre hoje

O Conselho Superior do Ministério Público Federal se reúne para decidir sobre a abertura de investigação contra Paulo Gonet, em relação às apurações do Banco Master. A sessão extraordinária acontece às 10h, no dia 25.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) se reunirá hoje, dia 25, a partir das 10h, para discutir a possibilidade de iniciar uma investigação sobre a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nas investigações relacionadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Durante a sessão, o colegiado avaliará se um subprocurador-geral da República, que faz parte do último grau da carreira do MPF, deve ser designado para investigar possíveis crimes comuns atribuídos a Gonet. A análise da conduta do procurador-geral ganhou destaque após mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro, nas quais Gonet menciona sentir saudades do ex-banqueiro e o descreve como uma “máquina”.

No dia 15 de março do ano passado, Ciro Soares, advogado que atuava como intermediário entre Gonet e Vorcaro, enviou uma foto ao lado do procurador-geral para Vorcaro, acompanhada de um convite para que fizesse uma ligação, afirmando que Gonet desejava falar com ele. Nesse mesmo dia, foram realizadas quatro chamadas de voz, e ocorreu um convite para uma degustação de uísque em Londres.

A sessão extraordinária do Conselho Superior será presidida pelo subprocurador-geral da República Nicolao Dino, que ocupa o cargo de vice-presidente do colegiado e é irmão do ministro do STF Flávio Dino. Após a abertura dos trabalhos, a palavra será passada ao relator do procedimento, o subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino. A votação ocorrerá em ordem reversa de antiguidade entre os conselheiros.

O Conselho Superior do MPF é a instância máxima de deliberação do Ministério Público Federal, contando com a participação do procurador-geral da República e do vice-procurador-geral como membros natos, além de quatro subprocuradores-gerais da República eleitos por procuradores em todo o Brasil e outros quatro escolhidos por seus pares. Os conselheiros têm um mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos, enquanto o corregedor-geral do MPF participa das reuniões, mas não possui direito a voto.

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