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Antissemitismo ressurge em linguagem contemporânea

Declarações associam judeus a teorias conspiratórias, alimentando estereótipos históricos

O antissemitismo não é um fenômeno do passado. Ele ressurge periodicamente, adaptando-se à linguagem e às tensões de cada época. No Brasil, temos assistido a uma escala de preconceito que rompe a tradição de convivência plural.

Uma das mais recentes declarações públicas a associar judeus a teorias conspiratórias reacenderam um alerta necessário. Foi perpetrada por um intelectual que se espera um movimento na direção oposta aos estereótipos e preconceitos. De quem se esperaria um movimento alinhado ao conhecimento, à honestidade intelectual e ao respeito.

Esse imaginário não é novo. Está documentado, por exemplo, no panfleto fraudulento conhecido como “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, produzido na Rússia czarista no começo do século 20, que difundia a ideia de uma conspiração judaica global para dominar o planeta. Embora amplamente desmascarado como falsificação histórica, o texto alimentou perseguições, pogroms e serviu de combustível ideológico para o nazismo.

A contundência das palavras do jornalista revela a gravidade do tema. O problema não reside em críticas políticas ao governo de Israel, tampouco em debates legítimos sobre geopolítica — discussões que fazem parte da esfera democrática. O que ultrapassa a linha é a atribuição coletiva de culpa a judeus enquanto grupo religioso ou étnico, bem como a utilização de termos historicamente associados à desumanização e à demonização desse povo.

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