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Arbitral de destaque é deportado e perde chance de atuar na Copa do Mundo de 2026

O árbitro Omar Artan, da Somália, foi deportado dos Estados Unidos e não poderá participar do Mundial de 2026. A situação do juiz reflete as dificuldades enfrentadas por outras seleções no país-sede do torneio.

O árbitro Omar Artan, de 32 anos, da Somália, foi deportado dos Estados Unidos e está fora da Copa do Mundo de 2026. A negativa de seu visto foi revelada pelo jornalista Romain Molina e destaca as dificuldades enfrentadas por atletas e profissionais que buscam participar do evento.

Artan havia tentado diversas maneiras de entrar no território estadunidense para compor o quadro de arbitragem da competição. Com o auxílio da embaixada da Somália, ele conseguiu um passaporte diplomático, mas mesmo assim teve seu pedido de visto negado, o que resultou em sua deportação.

Conhecido por sua postura firme e respeitada dentro de campo, Artan se destacou no continente africano ao apitar a final da Liga dos Campeões da África em 2025, entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. Ele foi reconhecido como o melhor árbitro do continente pela CAF (Confederação Africana de Futebol) no ano passado, fazendo parte da nova geração de árbitros respeitados.

A deportação de Omar Artan não é um caso isolado. Outras seleções também estão enfrentando dificuldades para entrar nos Estados Unidos. A seleção do Iraque, por exemplo, teve seu fotógrafo, Talal Salah, detido por 13 horas e, ao final do processo, foi proibido de entrar no país. Além disso, Aymen Hussein, artilheiro do Iraque, foi interrogado por 7 horas na chegada ao território americano, sendo descrito como tratado como terrorista pela agência de notícias Shafaq News.

A situação do Irã também é complexa, pois, em meio a uma guerra diplomática com os Estados Unidos, a seleção enfrentou problemas logísticos. Originalmente programada para ficar em Arizona, a equipe agora se alojará em Tijuana, no México, com a FIFA aprovando essa mudança. Após cada partida, os iranianos terão que retornar ao México, evitando qualquer possível polêmica.

Com a Copa do Mundo se aproximando, os desafios enfrentados por árbitros e seleções refletem questões mais amplas relacionadas à entrada nos Estados Unidos, um dos países anfitriões do torneio, ao lado de México e Canadá. O evento está programado para 2026 e já gera preocupações logísticas e diplomáticas entre diversas nações participantes.

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