A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia com apoio de 203 parlamentares, enquanto 42 votaram contra e quatro se abstiveram. O resultado contou com votos de deputados do governo libertário e da oposição peronista, permitindo que o texto avance para análise no Senado na próxima semana.
O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, comemorou a aprovação e afirmou que o país está “perto de superar o isolamento” para se reintegrar ao cenário internacional. Em postagens na rede X, ele destacou que o acordo agora receberá discussões no Senado, onde o progresso foi tratado em encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O presidente da Câmara, Martín Menem, ressaltou que a decisão alinha-se com a política externa do governo de Javier Milei. Segundo ele, o tratado representa um passo histórico para inserir a Argentina no mundo com “regras claras e previsibilidade”, além de ser o primeiro país do bloco a avançá-lo legislativamente.
Quirno havia alertado que a aprovação argentina poderia permitir a ativação provisória do acordo para o país, conforme outros membros do bloco também adotarem o texto. A medida depende da ratificação dos integrantes do Mercosul, mas a Argentina se torna pioneira no processo de implementação, segundo o ministro.

