A disputa pela Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha traz à tona uma nova controvérsia relacionada às Ilhas Malvinas. A seleção argentina recebeu o aval da Casa Branca para provocar os ingleses, o que já havia ocorrido durante as comemorações da semifinal, quando os jogadores mostraram a bandeira com a frase "As Malvinas são argentinas" após derrotar a Inglaterra.
Andrew Giuliani, que atua na Casa Branca e está à frente da organização do evento, declarou em entrevista à Sky Sports News que os jogadores têm liberdade para se manifestar como desejarem. Ele não considerou problemático o ato dos argentinos após a vitória sobre a Inglaterra, o que abre espaço para que a seleção possa repetir a demonstração caso conquiste o título contra a Espanha no próximo domingo, dia 19.
Entretanto, a FIFA havia enfatizado antes do início do torneio que não permitiria manifestações de caráter político, tanto por parte de torcedores quanto de jogadores. A entidade se comprometeu a aplicar multas e sanções àqueles que desrespeitassem essa diretriz. Um dos casos que mais preocupou a FIFA foi o do Irã, que, em meio a tensões com os Estados Unidos, teve sua diáspora monitorada para evitar manifestações políticas, como a utilização da bandeira monárquica.
Outra situação que chamou atenção foi a do Haiti, que competiu no grupo do Brasil. O país planejava usar uma camisa com a bandeira da Polônia, em referência à sua independência das tropas francesas com auxílio polonês. A FIFA, no entanto, proibiu essa vestimenta, obrigando o Haiti a alterar seu uniforme às vésperas do torneio.
A questão das Ilhas Malvinas, ou Falkland Islands, como são conhecidas pelos britânicos, é complexa e remonta ao conflito de 1982, quando Argentina e Reino Unido se enfrentaram por cerca de 10 semanas após a invasão argentina. O Reino Unido recuperou o controle sobre a região, que desde então é administrada por eles, apesar de ter um governo local. Os moradores das Ilhas Malvinas são cidadãos britânicos e, em um referendo realizado em 2013, 99,8% dos votantes optaram por permanecer sob a soberania britânica.
Para a Argentina, as ilhas são parte da província de Tierra del Fuego e foram ocupadas ilegalmente pelo Reino Unido desde 1833. A disputa pela soberania sobre As Malvinas permanece uma questão não resolvida entre os dois países, refletindo um histórico de tensões que se estende por décadas.

