A defesa de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, declarou no dia 23 de junho de 2026 que o político esclareceu todos os pontos relacionados ao inquérito que investiga a apreensão de uma arma que estava registrada em seu nome. A pistola foi encontrada com o militar Estácio Leite da Silva Filho durante uma blitz realizada no Distrito Federal.
O advogado Paulo Cunha BUENO fez a manifestação em uma postagem na rede social X, logo após o depoimento de Jair à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que teve duração de cinco minutos. Segundo BUENO, Bolsonaro respondeu a todas as indagações, conforme a resposta que já havia sido apresentada por escrito ao Ministro Alexandre de Moraes, dias antes.
De acordo com a defesa, a arma é propriedade do ex-presidente, estava devidamente registrada e deveria estar em sua residência, uma vez que não havia nenhuma ordem de cancelamento ou entrega do armamento. A defesa argumenta que a pistola foi entregue a um membro da equipe de segurança para que fosse verificada uma suposta falha mecânica que Bolsonaro teria identificado ao manusear a arma.
Paulo Cunha BUENO explicou que o objetivo da entrega da arma era identificar o defeito para que o equipamento pudesse ser reparado e devolvido ao local de custódia. O advogado afirmou que, ao manusear a arma, Bolsonaro notou a existência de um problema, motivo pelo qual pediu a um de seus seguranças, um sargento do Exército com experiência na manutenção daquele modelo, que verificasse a situação.
A defesa nega qualquer irregularidade no episódio e descreve a situação como “criminalmente acromática”. O advogado enfatizou que em nenhum momento houve a intenção de descumprir determinações legais. Além disso, BUENO expressou a expectativa de que o inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) seja arquivado em breve.
Na DECLARAÇÃO COMPLETA, o advogado detalhou que acompanhou Bolsonaro durante seu depoimento sobre o caso da arma registrada em seu nome, que foi encontrada em posse de um de seus seguranças durante a blitz policial. Ele reiterou que a arma deveria estar em sua residência, onde atualmente está custodiada, e que não houve determinação para o cancelamento do registro. O advogado concluiu afirmando que a situação é clara e aguarda o desfecho do inquérito.

