Shuster, com experiência em redes como i24News, Fox News e CNN, expressou sua indignação em uma postagem no X, mencionando que o NYT apresentou declarações não confirmadas de indivíduos com um histórico de desinformação. Ele fez um alerta a Kristof sobre o embaraço que suas alegações podem causar a outros profissionais da área.
O artigo de Kristof cita 14 entrevistados, mas apenas dois deles se identificaram e concordaram em ser fotografados. Um dos citados, Sami al-Sai, já havia feito acusações de abuso sexual anteriormente, durante sua detenção pelo Serviço de Inteligência palestino em 2017, que foram negadas. O sistema judicial de Israel também não reconheceu suas queixas, e al-Sai não apresentou provas concretas para sustentar suas alegações.
Além disso, o texto de Kristof incorpora elementos que parecem fantasiosos, como a afirmação de que o estupro sistemático de palestinos seria realizado não apenas por agentes do Serviço de Segurança Nacional de Israel, mas também por cães treinados para tal fim. Essa alegação foi amplamente contestada e considerada absurda por críticos.
A reação do Ministério das Relações Exteriores de Israel foi de que o artigo servia como uma "cortina de fumaça" para desviar a atenção do relatório No More Silence: the Sexual Terror Unveiled, que documenta o uso de violência sexual pelo Hamas durante os eventos de 7 de outubro de 2023. Esse relatório é baseado em dois anos de pesquisa, incluindo 430 entrevistas com sobreviventes e análise de 10 mil itens, e contou com a participação de especialistas, como Irwin Cotler, ex-ministro da Justiça do Canadá.
A publicação do NYT também provocou uma manifestação organizada pela EndJewHatred, que criticou a abordagem do jornal e pediu o fim de supostos libelos antissionistas. O clamor do protesto é claro: "Junte-se a nós para que o NYT saiba que eles precisam parar com os libelos antissionistas. Já chega!"

