Audiência pública foi proposta pelo deputado Renato Freitas (PT) e ocorreu no Auditório Legislativo da Casa de Leis.
Os 30 anos do Movimento Negro Unificado do Paraná (MNU/Paraná) foram celebrados na noite desta quarta-feira (13), durante audiência pública no Auditório Legislativo da Assembleia. O evento, uma iniciativa do deputado Renato Freitas (PT), em parceria com o MNU, reuniu instituições e representantes de diversos segmentos da sociedade civil para celebrar e ampliar o debate sobre racismo estrutural e Igualdade Racial.
“É o direito à memória, à verdade, à justiça e à reparação”, afirmou o deputado Renato Freitas, que preside a Comissão de Igualdade Racial da Assembleia e contou como surgiu o movimento no Estado. “Há 30 anos, aqui na cidade de Curitiba, no Largo da Ordem, um homem negro, Carlos Adilson Siqueira, foi assassinado por um grupo de skinheads por motivação única e exclusivamente racial. Dessa luta pela vida nasceu o Movimento Negro Unificado aqui em Curitiba. O MNU muito nos honra e hoje estamos aqui para homenageá-lo”, afirmou.
O evento também marca o 13 de maio – Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo. A data coincide com o dia da assinatura da Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil em 1888.
Para a deputada federal, Carol Dartora (PT), o MNU é um dos movimentos mais ativos e, há muito tempo, um movimento histórico na luta contra o racismo no Brasil. “Hoje, 13 de maio, que marca também o dia da abolição, é crucial para demonstrar como a desigualdade racial é uma questão a ser combatida, especialmente porque a abolição que a gente teve foi uma abolição que não garantiu efetivamente inclusão da população negra na sociedade”, disse.
Para ela, o evento também visa pensar o futuro da população negra. “Há desigualdade, mas a gente também quer garantia de justiça social e melhor qualidade de vida”, frisou.

