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Ataque de drone russo atinge trem na Ucrânia após visita de líderes europeus

Um drone russo atingiu um trem próximo à fronteira com a Polônia, sem deixar feridos, após a passagem de uma delegação diplomática, incluindo Boris Johnson e ex-chefe da CIA David Petraeus.

Na manhã de segunda-feira, 14, um drone russo atingiu um trem em Yahodyn, no oeste da Ucrânia, a aproximadamente 2 quilômetros da fronteira com a Polônia. O ataque, que impactou uma locomotiva, não resultou em vítimas, mas levantou preocupações sobre a segurança na região, especialmente após a passagem de autoridades europeias por ali.

O ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que estava em um trem que transitava pelo mesmo trecho, e o ex-chefe da CIA David Petraeus, presente na estação de Yahodyn, estavam em viagema diplomática na área. A empresa ferroviária estatal ucraniana, Ukrzaliznytsia, indicou que o trem com a delegação havia partido antes do horário previsto devido a constantes ameaças de ataques russos.

A Rússia confirmou a realização do ataque, informando que um alvo ferroviário foi atingido. No entanto, autoridades ucranianas levantaram a hipótese de que a intenção do ataque era atingir a composição que transportava a delegação diplomática. David Petraeus descreveu o incidente como aterrorizante e responsabilizou o presidente russo, Vladimir Putin, por tentar intimidar os civis ucranianos.

Durante a ocorrência, o ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt também estava em um trem que se dirigia à Polônia. Ele relatou que os passageiros foram instruídos a se prepararem para uma possível evacuação, mas a viagem prosseguiu normalmente e a composição chegou com segurança à estação de fronteira em Dorohusk.

Após o ataque, Boris Johnson expressou perplexidade quanto à lógica de um ataque a um trem parado na fronteira polonesa e enfatizou a necessidade de enviar mais sistemas de defesa aérea para a Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, caracterizou o incidente como mais uma agressão russa e pediu a implementação de novas sanções contra Moscou.

Na Polônia, o primeiro-ministro Donald Tusk convocou uma reunião de emergência para discutir a escalada da situação. Ele alertou que as ações da Rússia estão cada vez mais próximas da fronteira polonesa. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, também condenou o ataque, enfatizando que os países europeus devem apoiar a Ucrânia e não ceder ao medo da Rússia.

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