A BN Financeira, que está sob investigação na 9ª fase da Operação Compliance Zero, não possui a autorização necessária do Banco Central (BC) para funcionar como instituição financeira. A empresa foi criada em 2021, na cidade de Salvador (BA), e possui como sócios Bonnie Toaldo Bonilha, que é esposa do enteado do senador Jaques Wagner, e Moises Dantas dos Santos.
Com um capital social de R$ 45 mil, a BN Financeira se tornou alvo de investigações devido a supostas irregularidades. A Polícia Federal alega que o senador teria intermediado interesses do Banco Master e de seu ex-sócio, Augusto Lima, em troca de benefícios, como um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e repasses financeiros a Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner e atualmente secretário do Meio Ambiente da Bahia.
Em uma decisão recente, o Banco Central reforçou a proibição do uso de termos que sugiram a atividade de instituições financeiras que não tenham autorização específica. As empresas têm até 28 de novembro de 2026 para se adequar a essa norma.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras da BN Financeira, assim como da BN Representações Tecnológicas e da Epítome S.A. A decisão foi baseada na alegação de que a BN Financeira foi constituída como microempresa, com um capital social reduzido e sem a estrutura operacional adequada para os valores que movimenta.
A Polícia Federal também destacou que a BN Financeira teria recebido pelo menos R$ 3.500.000,00 da PKL One Participações S.A., e que a empresa poderia estar sendo utilizada para dar uma aparência de legalidade a repasses financeiros que não correspondem a serviços reais, funcionando como um veículo para dissimulação de vantagens indevidas.

