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Atividades de Lula durante a prisão em Curitiba: cartas e comentários sobre a Copa do Mundo

Durante os 580 dias em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, ele se manteve ativo politicamente, divulgando cartas e comentando eventos esportivos, como a Copa do Mundo.

Luiz Inácio Lula da Silva, ao longo dos 580 dias de sua prisão na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, que ocorreu entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019, manteve uma notável atividade política e comunicativa. Mesmo sem restrições judiciais que limitassem suas manifestações, ele escreveu diversos bilhetes dirigidos a aliados, dirigentes do PT, eleitores e pessoas próximas, como a então presidenta do partido, Gleisi Hoffmann, a ex-presidente Dilma Rousseff e o escritor Fernando Morais.

No mês de junho de 2018, um texto de Lula foi lido ao vivo pelo jornalista Zé Trajano na TVT, uma emissora vinculada a sindicatos que apoiavam sua candidatura. Nesse texto, ele fez comentários sobre a Copa do Mundo realizada na Rússia, demonstrando que sua liberdade de expressão se estendia até a análise de partidas de futebol, mesmo estando encarcerado.

Além de se manifestar sobre esportes, Lula abordou questões políticas. Em abril de 2018, ele já se encontrava preso e escreveu um texto que foi lido por Gleisi, no qual comentava pesquisas eleitorais e fazia referência às eleições daquele ano. O PT formalizou a candidatura de Lula à presidência no TSE em 15 de agosto de 2018, com Fernando Haddad como candidato a vice-presidente, enquanto ainda cumpria pena.

Em setembro de 2018, Lula divulgou uma carta na qual oficializava sua substituição por Haddad na corrida eleitoral. Na véspera do primeiro turno, uma nova carta foi divulgada, na qual ele pedia explicitamente o voto dos seus apoiadores. “Quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para Presidente da República”, dizia o texto, que foi amplamente lido por aliados e exibido em canais de televisão em todo o país.

Durante seu período na prisão, Lula também manteve seus perfis em redes sociais, que eram atualizados por seus assessores. Essa prática não foi impedida pela ordem judicial que determinou sua prisão, assegurando que ele continuasse a se comunicar com seus seguidores e a participar do debate público.

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