O Irã executou, na quinta-feira, 19, o atleta de wrestling Saleh Mohammadi, de 19 anos, por sua participação em protestos contra o regime. Ele é um dos primeiros sentenciados à morte por envolvimento nas manifestações, conforme a organização Iran Human Rights.
Além de Mohammadi, outros dois homens, Saeed Davodi e Mehdi Ghasemi, também foram executados. Todos foram condenados por moharebeh, que significa 'inimizade contra Deus', e acusados de assassinar dois policiais durante protestos em Qom, em 8 de janeiro.
Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da Iran Human Rights, afirmou que os condenados foram julgados com base em confissões obtidas sob tortura e coerção. Os protestos no Irã, que clamavam pelo fim da República Islâmica, resultaram em mais de 3,1 mil mortes, conforme dados oficiais, e uma estimativa da HRANA aponta para mais de 7 mil vítimas e cerca de 53 mil detenções.
Em 2025, o Irã registrou 1,5 mil execuções, um aumento de 50% em relação ao ano anterior, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

