Cury chegou à sede da emissora, localizada no Morumbi, e expressou sua indignação pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro, líderes nas pesquisas de intenção de voto. "Estou aqui fazendo um protesto, colocando meu coração em frente à TV Band, com muito respeito à TV Band, mas estou profundamente magoado, consternado pela ausência do debate de duas pessoas que adoeceram essa nação devido à polarização", afirmou o candidato do lado de fora da emissora.
Poucos minutos depois, após uma conversa com o jornalista Fernando Mitre, ex-diretor de jornalismo do grupo Bandeirantes de Comunicação, Cury decidiu reverter sua posição e entrou no estúdio para participar do debate, ao lado de Ronaldo Caiado, do PSD, e Renan Santos, do partido Missão. "Por amor a você e por respeito a você, eu vou dizer uma coisa: esse país está doentiamente polarizado, nós estamos vivendo um teatro, não uma democracia", justificou sua mudança de decisão.
De acordo com um levantamento realizado pela Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, Cury liderou o volume de buscas no Google durante o debate, superando outros candidatos. Os internautas buscaram informações principalmente sobre sua trajetória pessoal, carreira literária, formação religiosa e filiação partidária.
Antes do incidente na Band, Cury já havia expressado publicamente suas preocupações sobre o alcance de suas redes sociais. Ele mencionou que mais de 80% de seus seguidores, que ele estimava em cerca de 15 milhões somando todas as plataformas, não estavam cientes de sua candidatura, atribuindo essa falta de visibilidade ao funcionamento dos algoritmos das redes sociais. "Mais de 80%, os 15 milhões de seguidores meus, não sabem que eu sou candidato a presidente. Não sabem, porque o algoritmo não tem democracia", afirmou. O candidato também criticou seus adversários, alegando que eles gastavam entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões por mês para impulsionar conteúdo digital.
Apesar do aumento no número de seguidores e do destaque nas buscas, a pesquisa mais recente do Datafolha, realizada antes do debate, mostrava Cury com apenas 2% das intenções de voto, ocupando a sexta posição na corrida presidencial, distante de Lula e Flávio Bolsonaro.

