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Aumento de crimes relacionados a Pokémon TCG preocupa colecionadores em várias cidades

O Trading Card Game da franquia Pokémon atraiu a atenção de ladrões, resultando em prejuízos de US$ 500 mil em diversas localidades, incluindo EUA e Inglaterra.

Recentemente, a posse de itens raros da franquia Pokémon, especialmente do Trading Card Game, se tornou um risco elevado. Um assalto em uma loja em Washington D.C. resultou no furto de US$ 10 mil em cartas, revelando um padrão crescente de criminalidade envolvendo esses produtos.

O estabelecimento Next Level the Gamers Den foi atingido, mas não é um caso isolado. Andrew Engelbeck, o proprietário, relatou que incidentes semelhantes têm ocorrido frequentemente. As ações criminosas têm se espalhado por várias cidades, incluindo Las Vegas, Nova York, Vancouver e Nottingham, somando prejuízos que ultrapassam US$ 500 mil, aproximadamente R$ 2,5 milhões.

O pequeno tamanho dos pacotes e caixas que contêm os cards facilita o transporte dos produtos roubados. Isso permite que ladrões levem várias cartas escondidas em suas roupas, aumentando a atratividade dos crimes. Além das lojas, colecionadores também se tornaram alvos, pois a divulgação pública de suas cartas raras pode resultar em invasões.

Um exemplo é o criador de conteúdo PokeDean, cuja residência foi invadida em fevereiro de 2026, resultando no roubo de itens valiosos da franquia. Curiosamente, itens eletrônicos como notebooks foram deixados para trás durante o crime.

O Valor de Pokémon tem apresentado um crescimento significativo, especialmente desde a pandemia de COVID. Em janeiro deste ano, a arrecadação relacionada ao TCG alcançou US$ 450 milhões, com expectativa de crescimento nos próximos anos. Em 2021, a coleção Espada & Escudo: Céus em Evolução tinha um preço médio de R$ 200 a R$ 250, enquanto hoje pode ser vendida por mais de R$ 45 mil.

Com o aumento da popularidade, colecionar cartas de Pokémon TCG se tornou um investimento de longo prazo. Um hacker, por exemplo, desviou 50 milhões de euros para adquirir cartas da franquia e de Magic: The Gathering, com a intenção de revender e lucrar. A impunidade é comum, pois muitos criminosos não deixam rastros, já que as cartas não possuem serialização que permita identificá-las no mercado. Aqueles que foram capturados, como Keith Wallis, enfrentaram acusações por múltiplos roubos, totalizando 75 ocorrências em um período de apenas oito meses.

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