A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta resultados preocupantes, especialmente nas áreas econômica e de segurança pública, conforme revelado pela pesquisa Ipsos/Ipec divulgada na última segunda-feira, 22 de junho de 2026.
Os índices de desaprovação são alarmantes, com 51% dos entrevistados considerando a gestão ruim ou péssima em relação ao controle e corte de gastos públicos. Na questão da inflação, a desaprovação alcança 49%, enquanto a segurança pública registra uma avaliação negativa de 47%. Esses números refletem um cenário desafiador para a administração petista, que busca mitigar o desgaste em setores críticos.
Para enfrentar os problemas econômicos, o governo lançou o Desenrola Brasil 2, um programa focado na renegociação de dívidas voltado a famílias, estudantes e pequenos empreendedores, iniciado em maio. Em relação à segurança, a principal ação é o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê um investimento total de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão destinado do Orçamento da União e R$ 10 bilhões em empréstimos do BNDES para os estados.
Comparando com a pesquisa anterior, realizada em março, os dados indicam que a situação permanece estável, sem grandes mudanças nos principais pontos críticos da gestão. No controle de gastos, a avaliação ótima ou boa continua em 20%, enquanto a desaprovação se mantém em 51%. No combate à inflação, a aprovação também se estabilizou em 23%, com a reprovação oscila de 50% para 49%. Em segurança pública, a avaliação negativa caiu levemente de 49% para 47%.
Por outro lado, a área da educação se destaca como a mais bem avaliada, embora ainda haja uma maioria de desaprovação. Apenas 35% dos entrevistados consideram a atuação do governo nessa área como ótima ou boa, enquanto 38% a classificam como ruim ou péssima. O combate à fome e à pobreza apresenta uma avaliação positiva de 33%, com 41% de desaprovação. Já a questão do desemprego tem 32% de aprovação e 40% de reprovação.
A pesquisa foi realizada com 2.000 eleitores em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho, com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.

