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Avanços da inteligência artificial na música e seus desafios para a indústria

A inteligência artificial impacta a produção musical, desde a criação de samples até a organização de playlists. Desafios e fraudes emergem nesse cenário em evolução.

A inteligência artificial (IA) já atua em diversas etapas da indústria musical, incluindo a criação de samples, gravação de demos e organização de playlists. Esse desenvolvimento traz desafios técnicos, disputas legais e debates sobre o impacto da tecnologia na produção artística e no trabalho de músicos profissionais.

Recentemente, a Suno lançou a versão 5.5 do seu modelo de geração musical por IA, que prioriza o controle do usuário. A atualização incorpora três recursos principais: Voices, My Taste e Custom Models, sendo que o Voices permite treinar o modelo com a própria voz do usuário. Para isso, o usuário pode enviar gravações ou gravar diretamente pelo microfone, com a qualidade da gravação influenciando o treinamento.

A indústria, no entanto, tem adotado uma postura discreta em relação ao uso de IA, com uma abordagem informal de “não pergunte, não conte”. Artistas de diferentes gêneros têm utilizado a tecnologia para experimentação de arranjos e criação de demos, embora exista resistência em admitir essa prática. O produtor Young Guru observou que já se tornou comum criar samples de funk e soul com IA, ao invés de licenciar músicas originais.

A evolução da IA também trouxe à tona esquemas fraudulentos, como o caso de Michael Smith, que se declarou culpado por criar músicas geradas por IA e utilizar bots para reproduzi-las em plataformas de streaming, gerando mais de US$ 8 milhões em royalties. Em resposta ao crescimento do conteúdo gerado por IA, serviços de streaming como a Apple Music começaram a implementar mecanismos de identificação, incluindo o sistema de “Transparency Tags” para classificar conteúdos de acordo com o uso da tecnologia.

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