O beef-on-dairy, que integra genética de corte ao rebanho leiteiro, consolidou-se como um modelo produtivo em muitas regiões. Apesar do avanço nas parcerias entre fazendas leiteiras e confinamentos, especialistas alertam para desconexões que ainda comprometem a eficiência da cadeia produtiva.
Durante a MILK Business Conference 2025, foram discutidos os principais gargalos do sistema, destacando tanto os progressos obtidos quanto as áreas que ainda necessitam de alinhamento. O sucesso do modelo exige uma coordenação precisa desde o nascimento do bezerro até sua terminação, onde falhas podem reduzir o potencial produtivo.
Um aspecto crítico está nas primeiras horas de vida do bezerro, onde a transferência passiva de imunidade, obtida através do colostro, é fundamental. Quando há falha nessa transferência, os efeitos negativos se prolongam durante todo o ciclo do animal, representando um risco significativo para os confinamentos que pagam altos valores por esses bezerros.
A comunicação entre os setores de leite e confinamento é outro desafio, pois, apesar de falarem sobre o mesmo animal, utilizam terminologias diferentes. Isso pode causar confusões nas negociações, evidenciadas por experiências de produtores que se deparam com conceitos de comercialização que não eram familiares para eles.

