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Biomateriais bovinos: como a pecuária brasileira impulsiona a indústria farmacêutica global

O Brasil é o maior fornecedor de biomateriais, como soro fetal e pericárdio, essenciais para a medicina. O mercado desses produtos deve crescer significativamente até 2030.
Foto: Foto: boyfotografo

O Brasil, com o maior rebanho comercial do mundo, se destaca na extração de biomateriais de alto valor, como o soro fetal e o pericárdio. A pecuária nacional se torna, assim, uma importante fornecedora de insumos essenciais para a saúde humana e a biotecnologia global.

Os pecuaristas que enviam lotes para frigoríficos não percebem que entregam matéria-prima para procedimentos médicos de alto custo. O uso de subprodutos bovinos passou de um aproveitamento marginal a uma indústria que movimenta bilhões de dólares anualmente, com o boi brasileiro se consolidando como um “Bio-Hub” crucial para a saúde global até 2026.

O Soro Fetal Bovino (FBS) é um dos subprodutos mais valorizados, com o mercado projetado para superar US$ 6,9 bilhões até 2030. O FBS, rico em fatores de crescimento e hormônios, é vital para a produção de vacinas, pesquisa oncológica e para a criação de carne cultivada, podendo custar até US$ 2.000 por 500ml.

Outro exemplo é o pericárdio bovino, utilizado na confecção de válvulas cardíacas bioprotéticas. Com um crescimento de 12% ao ano no mercado de implantes, essas próteses podem valer entre R$ 60 mil e R$ 120 mil. A Heparina, anticoagulante essencial, também está em alta demanda, com a indústria buscando alternativas bovinas devido a surtos de Peste Suína Africana.

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