O mercado do boi gordo inicia a semana com pouca oferta de animais e volume reduzido de negociações nas principais praças pecuárias do país. O cenário reforça a percepção de um mercado “travado”, em que a arroba segue relativamente estável na maioria das regiões.
A combinação atual é típica de um período de transição: de um lado, o pecuarista segura o boi e não amplia a oferta; do outro, a indústria opera com mais seletividade, especialmente diante dos sinais de enfraquecimento do consumo doméstico.
Os preços permaneceram firmes, com a arroba do boi-China chegando a R$ 322. No entanto, o ritmo de compra não acelerou, com o frigorífico realizando negócios pontuais e evitando alongar as escalas de forma agressiva.
O consumo interno, que é peça-chave para dar sustentação ao atacado e ao ritmo de compra dos frigoríficos, já apresenta sinais de perda de fôlego, o que pode se intensificar na segunda quinzena de janeiro.


