Na quarta-feira, 3, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou que o Brasil está em busca de um entendimento com Os Estados Unidos a respeito de novas tarifas aplicadas às exportações brasileiras. Essa declaração foi feita após um encontro entre Vieira e Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), durante reuniões da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris.
Jamieson Greer afirmou ao chanceler brasileiro que Os Estados Unidos estão abertos a continuar as discussões sobre as medidas comerciais em pauta. Mauro Vieira manifestou a disposição do Brasil em ampliar as negociações, considerando as recomendações feitas pelo governo norte-americano.
A aproximação entre os dois países ocorre logo após a conclusão de uma investigação comercial realizada pelo USTR, que sugeriu a implementação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para Os Estados Unidos. Essa proposta integra um conjunto de medidas que estão sendo avaliadas pela administração do presidente Donald Trump.
O governo brasileiro tem procurado uma solução diplomática para evitar a imposição dessas tarifas. A estratégia inclui esforços do Itamaraty, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da possibilidade de diálogos em níveis mais elevados entre as administrações dos dois países.
O encontro entre Vieira e Greer é visto como um indicativo de que os canais de comunicação permanecem abertos, mesmo diante do aumento das tensões comerciais. Os Estados Unidos figuram entre os principais parceiros comerciais do Brasil, e a adoção das novas tarifas poderia resultar em aumento de custos e perda de competitividade para os exportadores brasileiros no mercado americano.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou sua preocupação em relação ao futuro das relações comerciais e solicitou, por meio de um posicionamento oficial, uma postura mais diplomática do governo brasileiro para evitar um agravamento dos prejuízos na cadeia de exportação.

