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Brasil e EUA: negociações tarifárias avançam sem prazo definido

As tratativas entre Brasil e Estados Unidos sobre um acordo tarifário seguem sem data para um novo rascunho, após reunião entre ministros e representante comercial dos EUA. Expectativas estão voltadas para o período pós-eleitoral no Brasil.

Na quinta-feira, 1º, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou que não há um prazo estabelecido para o envio de um novo rascunho de acordo tarifário ao Brasil. A afirmação foi feita um dia após uma reunião em Milwaukee, onde Greer se encontrou com os ministros Márcio Elias Rosa, responsável pelo Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores.

Greer mencionou que os Estados Unidos já apresentaram diversos rascunhos ao Brasil, abordando diferentes ações que poderiam ser implementadas. Ele destacou a possibilidade de que o período eleitoral no Brasil possa restringir a flexibilidade dos governos nas negociações. O ministro Rosa, em entrevista ao UOL, mencionou que o documento norte-americano poderia ser enviado em três ou quatro semanas, após o segundo turno das eleições.

Durante a reunião, Greer não respondeu diretamente a questionamentos sobre a inclusão de temas como Pix e desmatamento nas negociações. Ele apenas afirmou que o encontro foi “construtivo” e que ambos os países concordaram em continuar discutindo os diversos tópicos levantados pelos EUA.

O encontro foi parte da reunião ministerial de Comércio do G20, onde Brasil e Estados Unidos decidiram formar um grupo de trabalho para discutir questões tarifárias e não tarifárias, além de um possível acordo comercial. As tratativas foram reestabelecidas em 31 de agosto, quando Greer, Rosa e Vieira se reuniram por videoconferência para discutir as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Em julho, Washington implementou duas sobretaxas sobre produtos brasileiros, uma de 25% e outra de 12,5%, aumentando a tarifa combinada para até 37,5%. O governo brasileiro questiona as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para essas medidas.

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