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Brasil integra nova organização global para governança de Inteligência Artificial

Com a criação da Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial, Brasil se junta a 28 países para discutir governança e regulação da IA. A sede será em Xangai.

A China anunciou oficialmente, na quinta-feira (16), a fundação da Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), um novo organismo que tem como objetivo promover a cooperação internacional e a governança global da Inteligência Artificial. O Brasil é um dos 29 países que assinaram o acordo e se tornaram membros fundadores da entidade.

Além do Brasil, outros países como Rússia, Belarus, Sérvia, Cuba e Venezuela, assim como dez nações africanas e doze asiáticas, também aderiram à iniciativa. A nova organização terá sua sede em Xangai, local onde a cerimônia de assinatura ocorreu um dia antes do início da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), que acontece entre os dias 17 e 20 de julho.

Durante a conferência, espera-se que o presidente chinês, Xi Jinping, apresente a estratégia de Pequim para expandir sua influência na governança internacional da tecnologia. A proposta para a criação da Waico foi inicialmente apresentada durante a edição anterior da conferência, mas até então, nenhum país havia formalizado sua adesão ao projeto.

De acordo com informações do governo chinês, a nova organização representa a institucionalização da Iniciativa Global de Governança de IA, que foi lançada em 2023. A iniciativa visa incentivar a cooperação internacional, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento da Inteligência Artificial.

A estratégia da China é estabelecer uma estrutura permanente que possibilite a discussão sobre regras globais para a IA. O plano é criar uma entidade de abrangência ampla, que permita a participação de países em desenvolvimento, ao contrário de fóruns internacionais mais restritivos, como a Parceria Global sobre IA (GPAI) e os Princípios de IA da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Desde 2019, surgiram pelo menos 13 iniciativas internacionais voltadas para a regulação e a governança da Inteligência Artificial, mas nenhuma delas se consolidou como uma referência global predominante no setor. A crescente evolução da tecnologia intensificou a competição por modelos de governança.

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