A exportação de carne bovina brasileira deve seguir em alta e manter o setor em patamares históricos em 2026, mesmo diante de desafios importantes no comércio global. A estimativa é que o Brasil deve embarcar entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de toneladas em 2026, mantendo tanto os volumes quanto os preços médios internacionais.
A projeção ganha peso porque vem na sequência de um ano histórico para a pecuária exportadora brasileira: em 2025, o país exportou 3,09 milhões de toneladas, atingindo um recorde nas exportações de carne bovina. A diversificação de destinos sustenta o otimismo, pois o Brasil exporta carne bovina para 177 países, o que fortalece a capacidade brasileira de redistribuir volumes diante de restrições pontuais.
A expectativa é que uma parte relevante da carne que deixará de ir à China seja direcionada principalmente a países da Ásia e do Sudeste Asiático, regiões com economias em expansão e crescimento da demanda por proteína animal. O principal ponto de atenção para 2026 é a cota de exportação estabelecida pela China, fixada em 1,106 milhão de toneladas por ano.
A Abiec calcula que essa limitação deve causar uma redução de aproximadamente 600 mil toneladas nos embarques brasileiros ao país asiático em comparação ao volume exportado em 2025. O Brasil pode exportar mais para o mundo, mas tende a exportar menos para a China, exigindo uma reorganização logística e comercial


