O governo do Brasil se pronunciou nesta quarta-feira, 23, sobre a recente declaração de Daniel Ortega, líder da Nicarágua e aliado do presidente Lula, que afirmou que o país não realizará mais eleições. Por meio de uma nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores destacou seu compromisso com a democracia e defendeu a importância de eleições livres, periódicas e transparentes.
Embora o comunicado tenha ressaltado a necessidade de um processo eleitoral justo, não houve uma classificação direta de Ortega como ditador, nem críticas explícitas à sua figura política. O Itamaraty enfatizou que a realização de eleições livres, plurais e transparentes é fundamental para a democracia, sendo um princípio que orienta a política externa brasileira.
“O Brasil recorda que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia”, destacou o ministério em sua declaração.
Além disso, o governo brasileiro pediu que as autoridades nicaraguenses assegurem à população o direito de escolher seus representantes. A nota afirma que o povo da Nicarágua deve ter garantido o direito soberano de participar de eleições.
“O Brasil conclama as autoridades do país a assegurarem ao povo nicaraguense o livre exercício do direito soberano de escolha dos seus governantes”, acrescentou o Itamaraty.
Essa manifestação ocorreu após Ortega declarar, em um evento público, que a Revolução Sandinista garantirá que “não voltará a haver eleições” na Nicarágua. Tal afirmação reforça a postura do regime, que tem se caracterizado pela concentração de poder e pela limitação do espaço para a oposição nos últimos anos.

