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Brilho em reatores pode revelar ‘fantasmas’ que ameaçam a estabilidade do Universo

Um físico teórico propôs uma nova interpretação para o brilho azulado visto em reatores nucleares, conhecido como radiação Cherenkov, como manifestação de ‘fantasmas’ de energia negativa
Brilho em reatores pode revelar ‘fantasmas’ que ameaçam a estabilidade do Univer

Um físico teórico propôs uma nova interpretação para o brilho azulado visto em reatores nucleares, conhecido como radiação Cherenkov, como manifestação de ‘fantasmas’ de energia negativa. Essa pesquisa conecta um efeito óptico clássico a instabilidades profundas nas leis da gravidade. A relevância da descoberta está na busca por uma teoria que una a relatividade geral à mecânica quântica.

A radiação Cherenkov funciona como espelho para instabilidades quânticas, permitindo que cientistas identifiquem onde teorias atuais falham e onde a nova física pode finalmente ser detectada no vácuo do espaço. Em usinas nucleares, partículas que viajam mais rápido que a luz num meio como a água deixam um rastro luminoso azul.

Esses ‘fantasmas’ não são entidades sobrenaturais, mas partículas teóricas com energia negativa que desafiam a estabilidade do Universo. A existência dessas partículas levaria ao decaimento do vácuo, processo catastrófico no qual o espaço como o conhecemos deixaria de existir. A radiação Cherenkov é, na verdade, uma forma controlada dessa instabilidade, na qual o sistema cria partículas para equilibrar as escalas de energia.

A pesquisa argumenta que essa simetria não é uma coincidência, mas uma propriedade fundamental da matéria interagindo com campos gravitacionais. Ao observar como a luz se comporta em meios densos, físicos podem agora prever como a instabilidade quântica se desenvolve em escalas macroscópicas. O brilho nos tanques de resfriamento torna-se, assim, um simulador prático de teorias que antes eram puramente abstratas.

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