Na terça-feira, 23, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, rejeitando três emendas apresentadas pela bancada do PSOL. As propostas visavam destinar recursos para ações de atendimento de aborto legal nas maternidades municipais e para projetos voltados à população LGBT.
As emendas, de autoria da vereadora Monica Benicio, incluíam iniciativas de apoio ao Grupo Arco-Íris, formação cultural LGBT, uma escola para pessoas trans e a reestruturação da Coordenadoria da Diversidade Sexual. A terceira proposta buscava o apoio aos serviços de atendimento em casos de aborto legal nas 13 maternidades municipais da cidade.
Durante o debate, o líder do PL, Dr. Rogério Amorim, manifestou sua oposição às emendas, referindo-se a elas como "jabutis ideológicos". Ele criticou a decisão da Comissão de Finanças em aceitar as propostas do PSOL, ao mesmo tempo em que rejeitou iniciativas apresentadas pela direita, que incluíam melhorias no plano de cargos e salários da Guarda Municipal e na Defesa Civil, além de ações na área da saúde e apoio a pessoas com fibromialgia.
A emenda 120 foi um ponto de maior controvérsia, com vereadores como Alana Passos, Poubel, Fernando Armelau e Rafael Satiê expressando preocupação sobre a destinação de recursos públicos para o atendimento de aborto nas unidades municipais. Eles questionaram a prioridade da Câmara em alocar verbas para essa finalidade, diante de tantos problemas enfrentados pela saúde da cidade.
Com a rejeição das emendas propostas, a LDO foi aprovada sem as iniciativas defendidas pelo PSOL. Membros da oposição consideraram a votação uma vitória contra o que chamaram de uso do orçamento municipal para financiar pautas ideológicas, reafirmando a posição do PL em não apoiar tais iniciativas.

