O candidato a deputado estadual Emerson Dias Rocha, filiado ao Podemos, foi preso na última quinta-feira, 20, em São Paulo, durante a Operação Cátaros, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, Rocha já possui uma condenação anterior por tentativa de homicídio.
O crime pelo qual Rocha foi condenado ocorreu em 8 de novembro de 1998. Em 2008, ele foi sentenciado a quatro anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto. No entanto, a defesa do candidato recorreu, e o caso foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao longo do tempo, Rocha não cumpriu a pena, e em 2020, a Justiça declarou a prescrição da pretensão executória, resultando na extinção da pena.
Recentemente, em julho deste ano, a defesa de Rocha protocolou um novo habeas corpus, buscando eliminar os efeitos secundários da condenação, especialmente a possibilidade de inelegibilidade imposta pela Lei da Ficha Limpa. O juiz Pedro Ferronato, no entanto, negou o pedido liminar, afirmando que não havia ilegalidade evidente que justificasse a intervenção imediata.
Além da detenção de Rocha, a Operação Cátaros também resultou em mandados de busca e apreensão direcionados a três vereadores de Cotia, na Grande São Paulo. Os políticos envolvidos são Eduardo Nascimento, do PSB, Sergio Luiz de Freitas, conhecido como Serginho Luiz, também do PSB, e Yago Bezerra Neres, do União Brasil.
De acordo com informações do MPSP, foram cumpridos mandados em 21 endereços diferentes. A investigação procura esclarecer a participação de políticos e outras pessoas no esquema de lavagem de dinheiro, e a esposa de Rocha, Francisca de Sousa Sá, também está sob investigação.

