Um estudo recente que agrega dados de institutos de pesquisa como Ipec e Real Time Big Data revela que os candidatos associados ao PT ou diretamente apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão em desvantagem nas eleições para o governo em seis dos nove Estados do Nordeste. O levantamento foi atualizado até 27 de agosto e mostra que, em apenas um estado, o Piauí, um nome do campo lulista se destaca na liderança.
Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, do União, lidera com 45,4% das intenções de voto, enquanto o atual governador Jerônimo Rodrigues, do PT, aparece com 39,1%. O cenário No Ceará também é desfavorável para o candidato do PT, Elmano de Freitas, que registra 39,1% contra 44,5% de Ciro Gomes.
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra, do PSD, soma cerca de 44,5% na média agregada, enquanto João Campos, ex-prefeito do Recife e aliado de Lula, fica próximo dos 40%. Pesquisas mais recentes indicam uma leve variação, com a governadora alcançando 44,7% e Campos 39,4%.
A situação Em Alagoas mostra o governador JHC à frente com cerca de 45%, ante 41% de Renan Filho. Contudo, uma pesquisa recente da Quaest revelou um empate técnico, com JHC a 42% e Renan a 40%. No Rio Grande do Norte, o candidato Allyson Bezerra tem uma média de 32%, mas dados mais recentes da Quaest indicam uma competição acirrada entre ele (25%), Cadu Xavier, do PT (21%), e Álvaro Dias (19%).
No Maranhão, Eduardo Braide lidera com uma margem significativa, variando entre 43% e 44%, enquanto Orleans Brandão fica em torno de 30% e o candidato petista, Felipe Camarão, possui apenas 6%. As divisões internas dentro da base governista no estado também são notáveis.
Na Paraíba e em Sergipe, a situação é considerada híbrida. Em solo paraibano, Lucas Ribeiro lidera com cerca de 33% a 38%, sem uma ligação direta com o PT nacional. Em Sergipe, Fábio Mitidieri tem cerca de 40%, com Valmir próximo, variando entre 33% e 34%.

