A Suprema Corte de Cassação da Itália realiza nesta sexta-feira, 22, a análise do recurso referente à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O caso está vinculado a um suposto financiamento da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar de a corte italiana ter um entendimento que pode favorecer a entrega da ex-parlamentar ao Brasil, a decisão definitiva ficará a cargo do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.
Na esfera brasileira, a situação é acompanhada de perto, uma vez que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, já determinou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores prossigam com o processo de extradição, mesmo que ainda haja recursos pendentes na Justiça italiana.
A defesa de Carla Zambelli se manifestou contra a decisão de Moraes, alegando que ele “ignora o ritmo da própria Justiça italiana”. Os advogados da ex-deputada também reiteraram que a situação se trata de uma perseguição política e questionaram a imparcialidade do magistrado.
O processo que envolve Zambelli resultou em uma condenação de dez anos de prisão No Brasil. O hacker Walter Delgatti Neto, conhecido como “Hacker de Araraquara”, foi condenado a oito anos e três meses e já conseguiu a progressão para o regime aberto.
A autorização para a extradição de Carla Zambelli foi concedida em sentença datada de 12 de fevereiro pela Corte de Apelação de Roma. O relator do caso, juiz Aldo Morgigni, votou a favor da entrega da ex-deputada, sendo acompanhado pelos magistrados Flávio Monteleone e Fabrizio Suriano, que fazem parte da quarta seção penal da corte.
Na decisão, os juízes afirmaram que o processo brasileiro apresentou evidências suficientes que justificam a extradição. Além disso, foi ressaltado que os crimes atribuídos à ex-deputada possuem correspondência na legislação italiana.

