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Carlos Bolsonaro desiste de cargo no PL para garantir candidatura ao Senado

Carlos Bolsonaro renunciou ao cargo de dirigente nacional do PL, abrindo mão de um salário mensal de R$ 38 mil. A decisão foi tomada para atender às exigências de descompatibilização antes das eleições de outubro.

Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado, renunciou ao cargo de dirigente nacional do PL nesta quarta-feira, 1º, abrindo mão de um salário mensal de R$ 38 mil. A decisão foi motivada pela necessidade de cumprir o prazo legal de descompatibilização, um passo crucial para a sua candidatura ao Legislativo pelo Estado de Santa Catarina. Essa mudança ocorre após sua renúncia ao mandato de vereador na cidade do Rio de Janeiro, que aconteceu em dezembro de 2025.

As normas eleitorais estabelecem que chefes partidários que desejam concorrer nas eleições devem se afastar de suas funções. Para evitar possíveis contestações jurídicas em relação à sua futura chapa, Carlos Bolsonaro optou por comunicar sua decisão pela internet. De acordo com o político, essa ação visa proteger seu projeto político de interpretações divergentes por parte de magistrados.

Carlos Bolsonaro destacou que sua saída do cargo foi uma medida administrativa para evitar complicações e não uma tentativa de usar brechas jurídicas para continuar recebendo do partido. Ele afirmou: “Hoje era o prazo final para a descompatibilização do vínculo de dirigente partidário e candidatura. Há diversos entendimentos desta linha de ação, de necessidade de firmar o ato ou não, contudo para evitar problemas abrimos mão do cargo, garantindo que todo o processo siga sem qualquer margem para interpretações da Justiça Eleitoral.”

Com a entrega do posto, o pré-candidato finaliza suas atividades burocráticas na sede nacional do partido, localizada em Brasília. Em sua mensagem aos apoiadores da Região Sul, Carlos Bolsonaro reafirmou seu compromisso com a transparência em suas ações políticas. “Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparência, sem artimanhas políticas e joguetes de interpretação para ludibriar inocentes”, concluiu.

Essa renúncia é um passo estratégico para o político, que busca consolidar sua candidatura e se preparar para os desafios das eleições que se aproximam.

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