O Centro de Excelência em Bovinocultura de Leite, em Castro, nos Campos Gerais, recebeu a Licença de Instalação (LI) do Instituto Água e Terra (IAT). A autorização ambiental foi emitida em 30 de outubro, menos de dois meses após a Licença Prévia (LP), e permite o início das obras do empreendimento, orçado em R$ 36 milhões.
A construção ficará a cargo da A&C Construções e Serviços Ltda., vencedora da licitação conduzida pelo Sistema FAEP. O contrato prevê prazo aproximado de 16 meses para a conclusão. Com capacidade para formar 500 profissionais por ano, o centro oferecerá cursos gratuitos voltados à cadeia produtiva do leite.
Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, as equipes técnicas do Sistema FAEP e do IAT trabalharam para cumprir a etapa em tempo recorde. Já o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, afirmou que a agilidade decorreu da apresentação tecnicamente correta do processo pelo Sistema FAEP, sem necessidade de complementações, o que permitiu a emissão da licença em prazo curto.
A articulação para implantar o centro começou em julho de 2024, com participação do Sistema CNA/Senar, da cooperativa Castrolanda, do Sindicato Rural de Castro e da prefeitura municipal. A pedra fundamental foi lançada em 6 de agosto de 2025. Para o prefeito Reinaldo Cardoso, a união entre poder público e instituições permitirá que Castro avance como referência em formação profissional e produção de conhecimento. O superintendente adjunto do Senar Paraná, Renato Storrer Lage, destacou que o estado sediará uma instituição de ponta para formar mão de obra qualificada.
O centro terá aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em oito blocos, em um terreno de quatro hectares ao lado do Parque Tecnológico da Agroleite. A oferta prevista inclui curso técnico em Agropecuária e especialização em Bovinocultura de Leite, ambos com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), além de capacitações de instrutores e técnicos de campo. A escolha de Castro considerou a relevância do município para a pecuária leiteira: reconhecida pela Lei Federal 13.584, de 2017, como Capital Nacional do Leite, a cidade tem mais de 51,5 mil vacas ordenhadas e produção média anual de 10,3 mil litros por animal, cerca de 4,1 vezes a média nacional, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

