As economias dos mercados emergentes e em desenvolvimento enfrentam um desafio histórico em relação ao emprego. Entre 2025 e 2035, 1,2 bilhão de jovens atingirão a idade de trabalhar, enquanto a criação de empregos nessas regiões deve somar apenas 400 milhões. Um relatório do Banco Mundial sugere maneiras de transformar esse desafio em oportunidade.
O aumento da força de trabalho jovem, de 15 a 24 anos, é mais acentuado na África Subsaariana, com mais de 330 milhões de novos entrantes. O Sul da Ásia e o Leste Asiático e Pacífico deverão receber cerca de 280 milhões cada, enquanto o Oriente Médio e Norte da África somarão 170 milhões. A América Latina e Caribe terão cerca de 100 milhões de jovens nesse período.
O Banco Mundial afirma que a geração de empregos é fundamental para a redução da pobreza e a promoção da prosperidade. A criação de vagas deve ser acelerada, mobilizando finanças públicas, conhecimento, capital privado e ferramentas de gestão de riscos. O relatório destaca três pilares políticos para a criação de empregos: infraestrutura, ambiente favorável aos negócios e mobilização de capital privado.
Os setores com maior potencial para criação de empregos em larga escala incluem infraestrutura, agronegócio, saúde, turismo e manufatura. O estudo enfatiza que, apesar das dificuldades atuais, como o crescimento global lento e as mudanças tecnológicas, é possível gerar oportunidades de trabalho que fortalecerão a economia e a sociedade.

