O regime do Irã endureceu o discurso contra os Estados Unidos diante da crescente tensão provocada pelas manifestações no país. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, declarou que a situação interna está “sob controle total” e atribuiu os episódios mais violentos à influência de Donald Trump.
O chanceler afirmou que Teerã permanece preparado tanto para a guerra quanto para uma eventual negociação com Washington. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o regime está aberto ao diálogo com os manifestantes, mas acusou “terroristas e badernistas” de se infiltrarem nos atos.
ONGs denunciam massacre e cobram reação internacional. O grupo de direitos humanos HRANA informou que 538 pessoas morreram desde o início dos protestos, entre elas 490 manifestantes e 48 policiais. Outras ONGs confirmaram relatos de que agentes iranianos abriram fogo contra civis.
O diretor da ONG Iran Human Rights pediu atuação “decisiva” das Nações Unidas e da comunidade internacional para que, “dentro da estrutura do direito internacional”, evitem “o assassinato em massa de manifestantes” no país.


