A economia da China cresceu 5,0% no ano passado, atingindo a meta do governo ao aproveitar uma parcela recorde da demanda global por produtos para compensar a fraqueza do consumo interno. Desde o colapso do setor imobiliário em 2021, Pequim tem direcionado recursos para o complexo industrial em vez de para os consumidores para atingir metas ambiciosas de crescimento.
A China alcançou um superávit comercial recorde de US$1,2 trilhão no ano passado, 20% maior do que em 2024. Embora os embarques para os EUA tenham caído em um quinto, eles aumentaram acentuadamente para o resto do mundo, à medida que os produtores conquistaram novos mercados para se isolar das políticas tarifárias agressivas.
O sucesso dos fabricantes chineses voltados para a exportação contrasta com a fraqueza persistente nas partes da economia voltadas para o mercado interno. Dados ressaltaram essa divergência: a produção industrial aumentou 5,9% em 2025, acima do crescimento de 3,7% das vendas no varejo, enquanto o investimento imobiliário caiu 17,2%.
A menos que Pequim consiga redirecionar os recursos para os consumidores e elevar os setores que dependem dos gastos dos chineses no país, o crescimento econômico futuro corre o risco de desacelerar drasticamente, dizem analistas. Embora se espere que a China volte a atingir um ritmo de aproximadamente 5% este ano, uma pesquisa previu um crescimento de 4,5% em 2026.


