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Colômbia produz 22 vezes mais cocaína que na época de Pablo Escobar

A produção de cocaína na Colômbia é 22 vezes maior do que na época de Pablo Escobar

Poucos nomes são emblemáticos na história do narcotráfico como Pablo Escobar. Ele construiu um império do crime no meio da Colômbia graças à venda de cocaína. Quando ele morreu, em 1993, a produção colombiana da droga era de 119 toneladas. Hoje, é de 2,6 mil toneladas, 22 vezes maior, o que levou o país ao topo do mercado mundial.

A Colômbia do rei da cocaína era um lugar onde Escobar era o principal nome do Cartel de Medellín, um dos mais poderosos do mundo. O nome é uma referência à cidade colombiana sede do grupo. No auge, a influência do criminoso chegou ao ponto de ele projetar, construir e comandar a prisão que o abrigou, depois de ser preso em meio a um acordo com o governo do país.

Com o dinheiro da droga, o traficante chegou até mesmo a construir um zoológico, o Hacienda Nápoles Park. A morte do criminoso deixou o lugar abandonado e deu origem a um problema ambiental. Havia um grupo com três hipopótamos nas instalações. Sem quem os controlasse, eles se reproduziram de modo descontrolado e hoje são 120 em um habitat sem predadores.

A América do Norte consome 30% de toda a oferta mundial de cocaína, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu combater o narcoterrorismo, demonstrando disposição para usar operações militares unilaterais.

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