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Colômbia realiza eleições presidenciais após assassinato de pré-candidato

As eleições presidenciais na Colômbia ocorrem neste domingo, com candidatos que incluem um sósia de Bukele e a neta de um ex-presidente em um cenário tenso após o assassinato de um senador. A votação, que acontece entre 8h e 16h, é marcada por intensas disputas políticas.

Neste domingo, 31 de agosto, a Colômbia realiza o primeiro turno das eleições presidenciais, com a votação programada para ocorrer das 8h às 16h, horário local. A disputa eleitoral se dá em um contexto marcado pela recente morte do senador Miguel Uribe Turbay, baleado durante um comício em Bogotá, no parque El Golfito, em 7 de junho de 2025. Uribe faleceu em 11 de agosto, após um período de dois meses em recuperação hospitalar. O senador tinha apenas 39 anos e era neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala, que ocupou a presidência entre 1978 e 1982. O assassinato gerou grande comoção na sociedade colombiana e provocou o indiciamento de seis pessoas, incluindo possíveis cúmplices do crime, que segue sob investigação.

Os principais candidatos ao cargo de presidente incluem Iván Cepeda, que lidera as intenções de voto com 44,6%, segundo a última pesquisa Invamer. O senador é apoiado pelo presidente Gustavo Petro e pelo partido Pacto Histórico. Para garantir a vitória no primeiro turno, ele precisa alcançar 50% mais um voto. Em seguida, aparece Abelardo de la Espriella, com 31,6%, enquanto Paloma Valencia, senadora, registra 14% das intenções, segundo as últimas informações.

Abelardo de la Espriella, com 47 anos, se apresenta como uma alternativa independente, tendo sido advogado criminal e empresário, sem experiência anterior em cargos eletivos. Ele fundou o movimento Defensores da Pátria e defende uma postura de militarização ousada, propondo a construção de megapresídios e o fim da política de “Paz Total” estabelecida por Petro. Suas propostas econômicas incluem a redução do tamanho do Estado e cortes de impostos, o que gerou comparações com líderes como Nayib Bukele e Javier Milei.

Do outro lado, Paloma Valencia, identificada com o ex-presidente Álvaro Uribe e com um histórico no partido Centro Democrático, compete pela presidência com a proposta de ampliar a presença militar e policial no país e também de diminuir impostos, promovendo a recuperação do sistema de saúde. Se eleita, ela fará história como a primeira mulher a assumir a presidência na Colômbia.

As últimas pesquisas apontam divergências em relação ao futuro das candidaturas. Enquanto a Invamer sugere uma vitória de Cepeda em um eventual segundo turno contra De la Espriella, outra pesquisa, a Guarumo, projeta o oposto, indicando uma disputa acirrada entre os dois. Paloma Valencia, por sua vez, não figura entre os candidatos que devem avançar para o segundo turno nas pesquisas recentes. Esse segundo turno está previsto para o mês de junho, caso nenhum candidato consiga a maioria absoluta durante o primeiro turno de hoje.

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